Participo com o vídeo "Lembrar para Esquecer da exposição a cidade é o Lugar no MAC - GO, com curadoria de Divino Sobral. Abaixo o texto da exposição e a imagem do catalogo.

A cidade é o lugar





Montada na sala principal do MAC-GO, a mostra coletiva A cidade é o lugar reúne 14 artistas e 47 obras produzidas nos últimos 20 anos, formando um panorama das relações estabelecidas entre a arte contemporânea e a cidade de Goiânia. A mostra reúne trabalhos de diferentes categorias, como pintura, objeto, instalação, fotografia, grafite, vídeo e performance, que têm em comum o fato de usarem esta cidade como tema, suporte e lugar. Esses artistas testemunham a aceleração das mudanças de escala, a multiplicação dos espaços, o contínuo e crescente fluxo e o processo da história em construção. Mostram como a arte responde a esse ambiente, multiplicando nosso modo de ver a cidade, com linguagens repletas de urbanidade, comprometidas com as experiências cotidianas. As obras trabalham a cidade como lugar do ponto de vista da antropologia, como posição espaço-temporal de trocas culturais, materiais, afetivas e simbólicas e como local das vivências que desperta o sentido de pertencimento.
As pinturas de Pitágoras Lopes têm a cidade como tema e são executadas sobre suportes de madeira recolhidos do lixo urbano. Já as pinturas realistas de Enauro de Castro foram realizadas a partir de fotografias da praça à frente de sua residência. A fotografia de Luiz Mauro encena um drama temporal com objetos e pedras dispostos sobre o gramado do Parque Bosque dos Buritis. O tema das fotografias e da instalação de Anahy Jorge é a amnésia que afeta a memória da cidade. A instalação de Carlos Sena é uma espécie de crônica visual de Goiânia nos primeiros anos da década inicial do Século XXI. Dalton Paula emprega muros pintados como cenários de suas fotos ou velhas placas de endereços encontradas durante caminhadas pelas ruas na imagem do seu auto-retrato. Hortência Moreira desenvolve objetos pintados com nomes de bairros e de lojas, endereços e números de telefones. A instalação de Edney Antunes dá voz aos excluídos e transeuntes do Centro de Goiânia por meio de um varal de camisetas.
Na instalação de ZéCésar, um grande mapa de Goiânia é sulcado no papelão de embalagens, cotidianamente descartado pelos comerciantes nas ruas. Os edifícios são vistos nas fotografias de Marcus Freitas refletidos no corpo metálico dos carros. As fotografias de Caio Reisewitz exibem uma cidade de plasticidade sofisticada onde a urbanidade vive emoldurada pela natureza. Os grafites de Santhiago Selon estão inseridos tanto na paisagem urbana quanto no interior do Museu como uma pintura parietal. O Grupo Empreza apresenta um vídeo que registra um performer se arrastando pela Av. Anhanguera. No vídeo de Glayson Arcanjo, uma frase escrita com pó sobre o asfalto da Avenida Tocantins se desfaz em meio ao trânsito urbano.

Período de exposição: de 12 de dezembro de 2012 a 17 de fevereiro de 2013.Horário de funcionamento:  terça a sexta, das 9 às 12 e das 14 às 17 h. Sábados, Domingos e feriados, das 10 às 16 h.
Local: Museu de Arte Contemporânea de Goiás - Centro Cultural Oscar Niemeyer.
Endereço: Avenida Deputado Jamel Cecílio, nº 4490, Setor Fazenda Gameleira, Goiânia / GO.


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