Este vídeo é resultante dos processos da intervenção urbana PAISAGEM CIDADE PALAVRA CONCRETO CAMINHO PASSAGEM, aprovada no edital do Projeto Arte Móvel Urbana – edição 2010, para realização de intervenções urbanas na praça Tubal Vilela, no centro da cidade de Uberlândia, Minas Gerais.
A partir das aproximações entre a cidade e suas paisagens, o artista insere 21 letras construídas com concreto maciço na área urbana de Uberlândia, partindo da idéia de que as letras de concreto ao serem colocadas no espaço urbano atuam como objetos modificadores da natureza cotidiana das pessoas, ativando a formação das palavras e criando outras configurações de leitura por meio das percepções de naturezas e textos distintos, mas possíveis.
PAISAGEM CIDADE PALAVRA CONCRETO CAMINHO PASSAGEM propicia diálogos contemporâneos a partir de questões como a condição plural do discurso, as aproximações entre texto e imagem e os dialogos da arte em contexto urbano.
Como um grande livro a céu aberto as palavras edificadas nas páginas da praça Tubal Vilela sugerem que as letras possam ser lidas durante o ir e vir dos pedestres caminhantes, nos momentos em que eles atravessam a praça, descem do ônibus ou buscam, do outro lado, uma determinada loja ou serviço ou apenas contemplam o movimento da paisagem.
Na solidez das letras ali deixadas e no jogo formado pelo deslocamento do sentido inicial das imagens e textos criados, o artista passa a percorrer, através de seu trabalho, os espaços dos sonhos e das realidades; revelando “espaços outros” de uma praça que reafirma seus jardins sem no entanto esconder suas edificações de concreto.


Concepção: Glayson Arcanjo
Produção das letras de concreto: Fauster Martins, Mauricio e Glayson
Captação de imagens: Kárita Gonzaga

1 comentários:

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{ cláudia frança } at: 6 de maio de 2012 11:40 disse...

literalmente um poema concreto: digo isso não sobre o video, mas sobre a própria experiência de ficar na praça tubal vilela, por um tempo, tentando formar palavras com aquelas letras de concreto que poderiam ser de chumbo. sentada em um banco, também de concreto, assistia ao solilóquio daquelas letras. talvez fosse preciso ser estátua - estática, sentada, à espera - para formar a palavra comigo, e assim, ser colóquio. sua dureza me diz também do peso que a palavra tem. sua matéria me faz concordar, novamente, com Joseph Beuys, quando que "pensar é esculpir". sua forma me faz buscar um nome oculto no embaralho de pedras e perdas, mas sua finalidade me faz admitir que nem sempre o pensamento é puro fluxo.

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